A Droga da Amizade

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Vocês já ouviram falar na série Os Karas do Pedro Bandeira? Não? Então vão correndo para a livraria mais próxima comprar o primeiro livro, A Droga da Obediência. Eu conheci essa série quando tinha 10 anos e tive que ler o primeiro livro para a escola, dele, li o resto da serie em seguida. Posso dizer que essa série foi uma das responsáveis pelo meu vicio em livros.

A Droga da Amizade é o ultimo livro da série lançado no ano passado. O livro conta o que aconteceu com nossos queridos personagens depois de adultos. Ele é narrado através da perspectiva do Miguel, o líder dos Karas: O avesso dos coroas, o contrário dos caretas e revela acontecimentos de antes e durante os outros 5 livros.

Para mim, esse livro foi um livro nostálgico. Ao lê-lo, eu voltei aos meus 10, 11 anos e foi lembrando de como essa série teve tanta influencia na minha vida. Eu e minhas amigas criamos um código secreto assim como os Karas (mas não o mesmo e eu não vou revela-lo.), e passávamos a tarde lendo esses livros e querendo também ser daquele grupo de amigos.

Com A Droga da Amizade, Pedro Bandeira com certeza resgatou a infância de muitas gerações, nos lembrando dos sonhos, aventuras e conquistas que um dia queríamos ter. Senti saudades daquela época através de paginas de um livro, e isso foi simplesmente maravilhoso.

O que eu acho mais interessante da série Os Karas, é que mesmo ela tendo sido lançada em 1984, até hoje as escolas ainda passam esse livro para os 6º anos (antiga 5ª série) e mais e mais crianças vão conhecendo esses livros maravilhosos. Exemplo disso, é que entrei em uma livraria no ultimo fim de semana, e enquanto olhava os livros da seção juvenil, um menino que não deveria ter mais de dez anos de idade, achou o A Droga da obediência e comentou com a mãe “olha mãe, são os outros livros da série, eu li esse para a escola”, a mãe perguntou se ele não queria ler os outros. Não fiquei para escutar a resposta, mas espero que aquela mãe dê de presente para o garoto os demais livros da série.

Mas falando do A Droga da Amizade em si, eu tenho uma recomendação àqueles que lerão a serie por agora: termine de ler toda a série e espere alguns anos entes de ler esse livro. Esse sentimento nostálgico que o livro trás é muito bom.

Para quem não conhece, a ordem dos livros é essa:

– A Droga da Obediência

– Pântano de Sangue

– Anjo da Morte

– A Droga do Amor

– A Droga de Americana!

– E por ultimo, A Droga da Amizade.

Espero que gostem e comentem sobre livros que também são nostálgicos para vocês, que lerem quando ainda estavam descobrindo o que é esse habito tão gostoso de ler.

Faça amor, não faça jogo

FANFJ

“Caro futuro namorado, favor ler esse livro do inicio ao fim. Grata.”

Por que começar uma resenha assim? Simplesmente porque esse cara chamado Ique Carvalho tem o dom de descrever relacionamentos de uma forma tão simples e verdadeira que não tem como não se apaixonar por suas palavras, e é claro, impossível também não usa-lo como um exemplo de vida.

Ique é um cara que teve de tudo para jogar tudo pro alto e desistir, mas ao invés de fazer isso, pegou todos os seus problemas e resolveu começar um blog. Do blog, surgiu o livro “Faça amor, não faça jogo”. Eu conheci o seu trabalho através da minha amiga Débora, quando em um sábado à noite, eu cheguei em casa exausta do dia de curso e tinha uma mensagem de todo tamanha no meu facebook “OLHA ESSE BLOG E TENTE NÃO CHORAR.”

Fui correndo abrir a página que minha amiga tinha me mandado o link. E então comecei a ler um, dois, três, infinitos textos. De repente eu senti as lágrimas descendo. Eu estava sozinha sentada no sofá da minha casa, era uma da manha em uma noite de sábado para domingo, e tudo que eu queria era não sair daquele blog nunca mais.

Logo depois, descobri que ia ser lançado o livro. Na primeira oportunidade que tive eu o adquiri. Comecei a ler e mais uma vez foi impossível conter as lágrimas.

O Ique tem o dom de colocar em palavras tudo que ele sente, e assim, consegue nos tocar, seja para escrever um texto falando sobre o amor e em como esse sentimento pode ser confuso, fazendo-nos identificar com suas palavras e sentir as suas emoções. Ou então é algo sobre seu pai, sobre como eles enfrentam juntos os desafios que a doença vai fazendo surgir. Ao longo do livro, Ique fala muito sobre sua família e as coisas que seu pai sempre lhe ensinou. Como fã, antes de agradecer ao autor, eu quero dizer o meu muito obrigada ao pai dele. Sem seus concelhos jamais teríamos em nossas mãos o FANFJ, jamais poderíamos descobrir que ainda existem caras que valem a pena. Muito obrigada por ter aconselhado seu filho.

Para o Ique, eu digo meu muito obrigada por nos deixar compartilhar da sua vida, transformando algo tão pessoal em experiência para seus leitores. No inicio do texto eu brinquei dizendo que “meu futuro namorado” deveria ler FANFJ, mas na verdade, eu indico essa leitura a todo mundo. Homem, mulher, adulto, jovem. Indico a leitura para que todos possamos começar a ver um mundo como uma forma mais Ique de ser. Mais simples, mais transparente, mais leve para enfrentar as dificuldades.

A cada texto que eu leio mais eu sinto vontade de viver esses sentimentos que são descritos. Mais sinto vontade de amar, amar acima de tudo e ser feliz. Esse livro foi escrito para os apaixonados pela vida. Para aqueles que não querem ter medo de ser feliz, mesmo que machuque, porque vamos nos machucar. Antes de um livro, FANFJ é uma lição de vida.

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Achei interessante no livro é que o autor toma o cuidado de colocar uma trilha sonora para cada texto que ele escreve. Eu aconselho ler os textos com as músicas indicadas, tenho certeza que vocês não vão se arrepender.

Meta de Leitura 2015

Todo Janeiro eu organizo a minha meta de leitura no Skoob. As vezes eu consigo cumpri-la, mas a maioria das vezes não, principalmente porque ao longo do ano vão sendo lançados mais livros que eu tenho interesse de ler, e acabo deixando alguns deles de lado. Para esse post, escolhi 4 que com certeza lerei esse ano, mesmo que tenha que adquirir boa parte deles ainda e que tenha alguns guardados para ler enquanto não os compro.

Billy e Eu

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O primeiro da lista é o Billy e Eu da Giovanna Fletcher que chegou no Brasil no final de Dezembro. Ele foi lançado no Reino Unido em 2013, e depois de muita gente pedir, a editora Phorte acatou e ele chega em solo brasileiro. \o/ Eu tenho vontade de ler esse livro desde que ele lançou, e tentei compra-lo em inglês várias vezes mas nunca consegui. Não vejo a hora de adquiri-lo.

Para quem não sabe, a Giovanna é esposa do Tom Fletcher da banda McFly. Eu sou apaixonada pela banda desde sempre, sou Galaxy Defender e como tal, não poderia deixar de ler esse livro, o colocando na lista de um dos principais livros que quero ler esse ano.

Sinopse: “Quando você tem o namorado dos sonhos tudo deve estar perfeito, certo? Então, por que não está? Questiona Sophie May.Quando Sophie e Billy se conheceram e se apaixonaram, ela pensou que estava vivendo em um conto de fadas. Afinal de contas, Billy é um ator, um galã adorado por adolescentes em todo o mundo – e ele ama Sophie. Ela é a única garota para ele.”

McFly: Unsaid Things… Nossa História

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Falar de McFly e não lembrar desse livro é impossível. Sempre que eu entro em uma livraria eu tenho vontade de adquiri-lo, mas ainda não o fiz. Eu sempre tive um pouco de receio com biografias, mas essa em especial tenho muita vontade de ler. Esse livro foi escrito pelos próprios meninos da banda, Tom, Danny, Dougie e Harry contam como que foi a formação da banda e se tornarem uma das principais bandas do Reino Unido. Quero muito ler esse livro pois só ouvi comentários bons sobre ele e estou muito curiosa para saber como é ler uma história verídica contada pelos próprios personagens.

Sinopse:Prepare-se para conhecer o McFly de verdade…
Em 2003, Tom Fletcher, Danny Jones, Harry Judd e Dougie Poynter se uniram para formar uma das mais populares e bem-sucedidas bandas do Reino Unido. Ainda adolescentes, os integrantes do McFly foram parar direto sob os holofotes e tiveram que se adaptar depressa à fama recém-adquirida — e a tudo que a acompanhava. Agora, finalmente, eles contam sua história, com riqueza de detalhes.

De repente, Ana

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Minha terceira escolha é um livro que eu ganhei de aniversário e estou muito curiosa para lê-lo. De repente, Ana da Marina Carvalho é a sequencia de Simplesmente Ana, um dos livros que devorei no ano de 2014. Eu tinha planos de le-lo nessas férias, mas encontrei com a autora na Bienal do Livro de Minas e ela me recomendou ler em Março pois estaria mais próximo de lançar o terceiro porque muita gente estava reclamando que ela os deixou muito curiosos. O que será que tem nesse livro de tando mistério? O jeito é lê-lo para descobrir. hahaha

Sinopse: Ana decidiu viver permanentemente na Krósvia, e tudo está às mil maravilhas. Além do namoro cada vez mais sério com Alexander, ela tem um emprego fixo na embaixada brasileira e dedica parte de seu tempo às meninas do Lar Irmã Celeste. Mesmo cumprindo tantos compromissos sociais como princesa, Ana nunca foi tão feliz. Porém, de uma hora para outra, tudo muda. Seu pai, o rei Andrej Markov, sofre um grave acidente e vai parar na UTI. Não resta alternativa: Ana vai ter que assumir o trono da Krósvia e governar a nação. Pouco – ou quase nada – familiarizada com a função, ela vai precisar de ajuda não só para reger o seu país, mas também para manter perto de si aqueles que ama. Muita gente está interessada no seu fracasso.

Um Amor, Um Café e Nova York

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Estou aceitando esse livro de presente. Fim. Conheci o livro através da página de um outro livro e logo me interessei pela sinopse, afinal, quem não quer um amor, um café e isso tudo junto na cidade de Nova York? Poderia dizer que meu desejo de lê-lo parou ai, entretanto, conheci o Augusto Alvarenga, autor do livro, na Bienal de Minas. Ele é umas das pessoas mais fofas que conheci naquela Bienal, e foi tão legal com a gente que fiquei com mais ainda vontade de ler o livro. A sequencia já está sendo escrita, motivo pelo qual eu necessito de ler esse livro o mais rápido possível que o tempo (e o dinheiro) deixarem.

Sinopse: “Camila sempre teve um grande sonho: viver um grande amor, como um desses de cinema. Ela só não imaginava que teria isso e muito mais, logo que conheceu Guilherme. Na véspera do aniversário de 3 anos de namoro do casal, e do aniversário de 19 anos de Camila, Guilherme surge com uma surpresa que mudaria pra sempre o romance e a vida do casal: uma viagem de um mês para Nova York. O que ele não sabia é que esse era mais um dos grandes sonhos de Camila, que vai fazer de tudo para que essa seja a melhor viagem deles. Porém, Nova York possui brilhos demais. Poderia algum deles ofuscar o do casal?”

E vocês, o que pretendem ler nesse ano de 2015? É claro que além desses tenho outos títulos guardados, alguns inclusive que ja comecei a ler e que logo terão resenha no blog. Fora esses, temos o lançamentos de vários livros que ainda não tem data marcada, mas que estou louca para ler. Como exemplo, cito o Minha Vida Fora de Série 3 da Paula Pimenta e o Sem Esperança da Collen Hoover, sequencia de Um Caso Perdido.

Sábado à Noite

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Terminei a trilogia Sábado à Noite ontem e eu só posso dizer que estou completamente apaixonada por ela. Eu demorei um pouco para ler essa trilogia por dois motivos: 1º porque estava com alguns problemas/projetos pessoas e 2º porque apesar de eu ficar louca querendo saber o final, eu não queria me afastar da história dos meus marotos favoritos. Por favor gente, alguém me da um Caio de presente? Obrigada.

 Sem dúvida eu considero essa história uma das melhores que já li, e por ela ter sido escrita, inicialmente, como uma fanfic, eu comecei a me apegar pelo gênero, não só lendo como também escrevendo. Aliás, minha primeira fanfic foi de SAN, e assim que ela estiver na internet eu mostro para vocês.

Eu me apaixonei por todos os personagens e ao longo da história eu acho que fui apaixonada por todos os marotos, e ao contrario do que a maioria pensa, me apaixonei por esses personagens exatamente porque eles são reais, mas tão reais que você sente que é também parte de grupo. Tudo que eu queria era sentar no chão da casa de Bruno, jogando videogame, comendo pizza, cantando e jogando conversa fora, com os melhores amigos e, porque não, o amor da minha vida?

Entretanto, se vocês me pedirem para eu escolher um deles, eu escolheria o Caio. Porque? Bem, vocês terão que ler e tirar suas próprias conclusões, também se apaixonando e embarcando com eles nessa história que para mim, ainda não teve um final.

Babi, antes de começar a resenha dos livros eu queria te agradecer por ter escrito uma história, que não só quebrou com uma ressaca literária, como também com um grande bloqueio criativo, me fazendo voltar a escrever e a sonhas com a vida desses personagens. Então antes de mais nada, obrigada.

Abaixo eu detalho um pouco mais sobre os livros, o que fui escrevendo aos poucos a medida que ia lendo-os.

Sábado à Noite

Book Trailer:

Me indicaram esse livro há alguns meses, e essa semana eu finalmente consegui lê-lo, e confesso: há tempos não lia um livro tão bom, no qual me identificasse tanto. “Sábado à Noite” é escrito pela Babi Dewet, e conta a história de Amanda, Daniel e seu grupo de amigos. O 1º livro da trilogia acontece quando eles estão no 2º ano do Ensino Médio, e não tem como não se identificar  com sentimentos dos personagens.

Amanda, Anna, Guiga, Maya e Carol são as meninas mais bonitas e populares do colégio, enquanto que Daniel, Caio, Bruno, Rafael e Fred são o grupo de meninos chamados Marotos, odiados por todos do colégio. A história começa quando o diretor do colégio que eles estudam resolve promover Bailes todo sábado à noite, e a banda Scotty, cujos integrantes usavam máscaras para esconder sua identidade, começa a todas nesses bailes e todos querem saber quem eles são.

Gostei muito da forma de escrita da Babi, fugindo um pouco da escrita tradicional dos livros adolescentes. Ela trata de uma forma de romance que todos nós já sentimos ou sentiremos alguma vez na vida, questionando o que realmente importa, amizade, amor e cumplicidade. Tudo isso regado a muita musica. Vemos referencias a diversas bandas como McFly e The Beatles, além de letras de músicas ao longo do enredo.

(30/11/2014)

Sábado à Noite 2 – Dos Bailes para a Fama

Book Trailer:

Em Sábado à Noite 2, Amanda precisa enfrentar o final do segundo ano sem Daniel, que se mudara para o Canadá. Apesar das dificuldades, ela conta com a ajuda de Kevin, um aluno do 3º ano costumava ser da turma dos populares, mas se afasta e aos poucos se assume homossexual e um excelente amigo.

Agora os marotos, também conhecidos por Socotty, são o grupo mais popular do colégio, enquanto que as meninas vão perdendo esse titulo.

No segundo livro há um crescimento muito grande dos personagens, que percebem que a vida do ensino médio é muito pequena comparado com o que vem pela frente. Com muita musica, paintboll, festival e sonhos, os Scotty ficam conhecidos e o grupo de amigos que antes eram separados entre meninas e meninos, começam a andar juntos, criando suas próprias aventuras.

É nesse livro que são formados oficialmente dois casais, Anna e Caio (meus favoritos para ser sincera) e Guiga e Fred. Isso afirma mais a amizade deles e como que juntos todos apoiam uns aos outros, enfrentando dificuldades e aventuras, como um quarto de hotel mofado no terceiro andar, o primeiro show grande do Scotty e o conflito emocional da Amanda e do Daniel.

Esses dois vão passando mais uma vez por dezenas de problemas que os impedem de finalmente admitirem que se amam e ficarem juntos. Mas o que acontece, vocês terão que ler o livro para descobrir. Confesso que me apaixonei ainda mais pela história lendo esse livro, e que o festival de musica me deixou com muita vontade de ir em um. Quem sabe um dia?

É nesse segundo livro que, na minha opinião, a história de fato é formada. É um livro um pouco mais maduro que o primeiro, mostrando uma grande evolução da Babi ao longo da escrita. Os personagens ainda são adolescentes, e ainda conseguimos nos identificar em várias passagens e sentimentos. É um livro que nos faz recordar o que é ter 17 anos e estar apaixonado, o que é não ter certeza do que sente, mas ao mesmo tempo querer passar a vida ao lado de quem se ama, mesmo sem nem se quer saber a seriedade dessa expressão. Bom, eu tenho apenas 18 anos, e não saberei fazer uma leitura mais profunda dessa parte da história, afinal, agora que estou começando a sair dessa fase, apesar de ainda não saber o que é sentir por alguém o que Daniel e Amanda sentem um pelo outro.

(25/12/2014)

Sábado à Noite 3 – Com amor e música

Book Trailer:

Sábado à Noite 3 é a conclusão dessas trilogia que eu confesso, me deixou extremamente apaixonada, não só pela história, mas também pelos personagens e como eles se arriscam atrás de sonhos que nem eles mesmos tem certeza se darão certo.

Esse terceiro livro se passa quatro anos depois do final do segundo. Amanda está formada e agora é jornalista. Daniel e os demais Scotty se mudaram para São Paulo e estão vivendo seu sonho de ser um rockstar, juntamente com Anna que os acompanhou até a cidade grande para ficar ao lado de Caio.

Achei esse livro bem mais maduro do que os demais da trilogia, mostrando uma evolução não só dos personagens mais velhos, como também da proria escrita da Babi.

Os desafios agora são outros e os questionamentos também. Mais velhos, os Scotty tem a fama como principal obstáculo, tentando aprender como dividir a vida privada da vida publica, juntamente com o significado do que era ser famoso. Apesar dos nossos queridos marotos Caio, Bruno, Daniel e Rafael continuarem tão meninos como conhecemos, eles tem uma responsabilidade com os fãs e a gravadora, o que para Caio é tranquilo lidar, enquanto que os outros tem alguns problemas que precisam resolver.

Amanda também não é mais a menininha que conhecemos. Agora adulta, ela sabe o que quer, e apesar das suas duvidas, não tem mais medo de arriscar, deixando tudo que ela conhecia para trás em Alta Granada e indo atrás do seu coração em São Paulo.

O resto do enredo, vocês terão que ler para descobrir.

(08/01/2015)

FanGirl

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       Sabe aquele livro que você demora para ler, não porque você não esteja ansiosa pelo final, mas porque você não sabe como viver depois que chegar em seu final? Pois é. FanGirl, da autora best-seller Rainbow Rowell, é um desses livros que você começa a ler e fica sem querer chegar no final. Carther Avery acaba de entrar para a faculdade, tem 18 anos, uma irmã gêmia, a Wren, e é viciada na série de livros Simon Snow. Ou melhor, viciada não. Ela vive a serie escrevendo fanficion sobre Simon e Braz, dando aos personagens versões diferentes a da autora da serie, a Gemma T. Leslie.

      Tudo na vida de Cath estava bem, até que Wren resolve que não quer ficar no mesmo quarto que ela no alojamento da faculdade, e então, Cath conhece Reagan, uma menina completamente diferente dela, mas por dividirem o quarto acabam ficando amigas. Cath também conhece Levi, amigo de Reagen que vivia na porta do quarto esperando para uma das duas chegarem.

      A principio, Cath vê Levi como o namorado da colega de quarto. Um cara que vive sorrindo, sempre de bom humor e que tenta fazer de tudo para deixar todos a sua volta felizes. Estudante de agronomia, trabalha no único Starbucks de Lincon, cidade dos Eua. Mas ao longo do enredo eles vão se conhecendo melhor, e descobrem que não são tão diferentes assim.

      O livro conta sobre o primeiro ano de Cath na faculdade, e em como cada um tem um jeito de lidar com um ano no qual tudo são mudanças. O ano em que você começa a descobrir o que realmente você quer para a vida, e parece que tudo que você viveu até ali vai sendo deixado para trás, ao mesmo tempo que ela descobre que precisa sair da sua zona de conforto e ir escrevendo a sua própria vida.

      Eu amei esse livro, principalmente porque ele enfoca bastante no processo de escrita, mostrando que precisa de muito mais do que saber escrever bem, mais do que ter inspiração, é ter dedicação, é mesmo sem saber o que escrever você começa e ve onde que essas palavras soltas vão te levar. Indico esse livro para todos que são apaixonados pela arte da escrita, e para quem quer se apaixonar.

Bienal do Livro de Minas Gerais – Dia 9

Sábado 22 de Novembro. Penúltimo dia da Bienal. Mas ainda tinha muito o que fazer e aprender. Fui para a Bienal um pouco mais tarde, por volta das 14 horas. Hoje teve a presença do casal Carolina Munhoz e Raphael Draccon, da Bruna Vieira e da Carina Rissi no Conexão Jovem. Mas apesar de um dia tão cheio, optei por esperar a Sessão de autógrafos da Babi Dewet, autora da trilogia “Sábado à Noite”.

Andamos um pouco pela Bienal, quando minha amiga Gabi mandou mensagem falando que a Babi estava chegando. Ficamos parados na porta de boas, quando a Babi aparece. Ai la fui eu “Oi Babi, tudo bom?”. Acho que ela assuntou ao ser reconhecida tão rapidamente. Hahaha Esperamos a Gabi chegar e fomos tirar uma foto em grupo com a Babi. Eu adorei ela. Super fofa, muito gente boa e paciente. Ela conseguiu tirar a impressão ruim que estava do que seria ser escritor. Ainda não li o livro, mas assim que lerpostarei resenha aqui.

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Foto de Cristino Melo

Quem também esteve na Bienal, foi a autora Bárbara Morais, autora da Trilogia Anômalos, do autor Jim Anotsu do livro “Rani e O Sino da Divisão” no estante do Grupo Autêntica/Editora Gutemberg. A Luiza Trigo também estava andando pela Bienal, e autografando no estande  da Livraria Leitura seu livro “Meus 15 anos”. Ela esteve quase a semana inteira na Bienal, e na quinta tirei uma selfie com ela.

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Eu, Luiza Trigo (autora de “Meus 15 anos”) e Débora Assis

 

Conheci vários autores e conversei com muitos sobre o mercado literário brasileiro e mineiro, além de escutar as experiências de processos de escrita e publicação de vários deles. Se ontem sai da Bienal com um milhão de dúvidas na cabeça, hoje estou com mais certeza do que quero. Conheci e conversei um pouco com a Lan, autora daqui de BH que está tentando lançar o seu livro “ópera”, sobre processo de escrita. Tenho a mania de não conseguir terminar uma história, e ela me disse algo que ouviu em um vídeo da Meg Cabot: você só é escritor quando de fato termina de escrever algo. De agora em diante me esforçarei mais e mais. Tenho dois meses de férias agora e vamos ver o que irá sair disso.

Também tive a oportunidade de conversar um pouco com o Felipe Colbert, autor de Belleville, e com o Felipe Castilho, autor de “Ouro, Fogo e Megabytes”.

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Da esquerda para direita: Débora Assis, Gabriella Carvalho, Felipe Castilho, Lan, Felipe Colbert e Bell Carvalho.

Depois disso tudo, chegou a hora da sessão de autógrafos da Babi, e mais uma vez ela foi a maior fofa.

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Foto de Débora Assis

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Foto de Débora Assis

Espero que vocês estejam gostando da minha pequena cobertura. Amanha é o ultimo dia, e terá a presença de Pedro Bandeira e do Pedro Gabriel, autor do livro “Eu me chamo Antônio”. Vamos aguardar os acontecimentos de amanha.

Bienal do Livro de Minas Gerais – Dias 7 e 8

Quinta-feira, dia 20, tinha como atração principal o Felipe Neto, entretanto preferi ir no Café Literário escutar o que o Jornalista e escritor Humberto Werneck tinha para falar. E me surpreendi o quanto sai de lá com a tranquilidade de que o jornalismo é mesmo para mim. Werneck falou sobre a diferença de se escrever crônicas e textos jornalísticos, destacando a importância de ambos os gêneros, e desmistificando a escrita de crônica como o senso comum pensa ser.

Conheci Humberto Werneck através da leitura do seu livro “Desatino da Rapaziada” para a matéria “Introdução ao Jornalismo” no 1º período da faculdade. (Obrigada Junia!) Ao ver que ele estaria na Bienal falando exatamente de narrativas memorialistas e literatura resolvi ir. Profissionalmente, não tenho dúvidas que contribuiu muito sobre algumas duvidas que eu tinha do jornalismo e crônica. Mas confesso que ao ver o Felipe Neto, ao vivo, passando do lado de fora do ambiente do Café Literário, eu quase sai correndo para ver o que ele ia falar. (ps.: não sei se deveria falar isso aqui, mas, cara, confesso que nunca tinha visto muita graça nele até vê-lo ao vivo: velho, ele é muito gato! Acreditem em mim. Eu não sou de falar isso.)

Já na sexta feira, dia 21, eu me programei para ver a Paula Pimenta no Conexão Jovem. Como muitos que acompanham o blog sabem, ela é uma das minhas escritoras favoritas e no dia 15, como contei aqui, não compareci ao evento dela. Cheguei juntos com a Débora às 11 da manhã na fila (não por ser fominha, mas é que não tinha nada para fazer mesmo). Comemos, dormimos, conversamos e lemos, até que finalmente as 16 horas formou-se a fila na grade, recebemos as senha as 17 e finalmente entramos no espaço do Conexão Jovem.

A Paula se atrasou porque ficou presa no transito (quem nunca em uma sexta de tardinha?), e enquanto isso, o mediador Elias Santos conversou com o público e apresentou outros escritores iniciantes que também aguardavam a autora. Coincidentemente, o autor Augusto Alvarenga, estreante com o Livro “Um Amor, Um Café e Nova York”, chamado para contar um pouco sobre seu livro, revelou que está tentando entrar na PUC, para o curso de Jornalismo. Com isso, só sei que quando vi já estava gritando “Calouro!!” hahaha. Conversamos um pouco e se já queria ler seu livro antes, agora quero mais ainda. Não vejo a hora de adquiri-lo. < 3

Logo a Paula Pimenta entrou, e as pimentinhas começaram a gritar o clássico “Paula, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”. Antes da sessão de autógrafos, a Paula falou um pouco sobre seus planos para 2015, como o Minha Vida Fora de série 3, o livro da versão estendida da história dela do livro “Livro da Princesas”, o Cinderela Pop, e o livro de contos inspirado nas estações do ano que ela irá escrever com a Bruna Vieira, a Talita Rebouças, e a Babi Dewet, no qual ela ficou com a estação inverno.

Para nossa surpresa, o irmão da Paula, o Bruno, vocalista da Banda No Voice, compareceu o evento e enquanto ela autografava, ele fez um acústico voz e violão, começando com a música “Linda”, presente na trilha sonora do Fazendo meu Filme 3. Paula esta lançando na Bienal o livro “Apaixonada por histórias”, um livro que reuniu várias crônicas, assim como o “Apaixonada por palavras”, lançado em 2012. Infelizmente não tive grana para compra-lo devido as minhas outras prioridades literárias, então aproveitei a oportunidade para ter o meu “Minha Vida Fora de Série 2” autografado.Confiram a música cantada por Bruno abaixo: (apenas o áudio retirado do youtube. Estava sem bateria para gravar /= )

Ainda faltam dois dias de Bienal para contar para vocês. Espero que estejam gostando da minha experiência e “cobertura”.

Bienal do Livro de Minas Gerais – Dia 2

O dia 15 de Novembro era o dia que mais aguardava a Bienal. Um dia cheio de personalidades importantes, das quais foi preciso escolher quem queríamos conhecer, principalmente por causa das senhas e das filas. O dia contou com a presença de Paula Pimenta, Isabela Freitas, Adriana Calcanhoto, Gregório Duvivier e Ique Carvalho.

Eu sou muito fã da Paula Pimenta, e todos que acompanham o blog sabem disso. Entretanto, eu também sou fã do Gregório, e por serem dois eventos quase no mesmo horário, optei para ir ao Café Literário, onde houve um bate papo sobre poesia com o Gregório e a Adriana Calcanhoto. Consegui ficar de frente para eles, o que em si já foi uma realização de um sonho.

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Chegamos antes da Bienal abrir, e em seguida fomos correndo para o local onde aconteceria o evento para descobrir como seria a distribuição das senhas. Como á sabíamos, as senhas seriam distribuídas uma hora antes do evento, ou seja, às 13 horas, mas apenas 140 pessoas teriam o privilégio de estar ali. Rodamos um pouco a Bienal, quando 11:30 resolvemos sentar no local onde seriam distribuídas as senhas, para nossa surpresa, todo mundo seguiu a nossa ideia.

De repente havia tantas pessoas na fila, que fiquei feliz por estar tão na frente. Consegui a 5ª senha e me sentei em uma das cadeiras da primeira fileira. Coração batendo forte de tanta ansiedade, pois nunca tinha estado cara a cara com um ídolo famoso. De repente começa o evento, e o Gregório entra sem nem se quer ser anunciado.

O Gregório e a Adriana começaram falando de seus livros e suas inspirações, citando autores como Pedro Bandeira e Oswald de Andrade. “A poesia está vinculada a nossa vida. As coisas que vão passar que fazem parte da nossa vida, você não tem como viver sem ela” concluiu Gregório.

Ao longo do bate papo eles falaram sobre processo de escrita, e em como que as vezes precisamos de um prazo para conseguir produzir, mas que também é necessário deixar fluir. Me vi em muitas de suas falas, e em como a escrita está tão presente em mim, apesar de ainda precisar de um tempo para digerir as minhas próprias palavras. Eu tenho uma mania de quando alguém fala algo que gosto e que me inspira eu penso “quero abraçar essa pessoa”, e foi da mesma forma com o Gregório, mas nunca achei que isso fosse acontecer…

Então, depois do bate papo, os autores abriram um espaço para autógrafos e fotos, mas foi em outro salão. Resultado: eu e a Debora correndo pela Bienal para chegarmos até a fila. Chegamos por volta das 3:20 morrendo de ansiedade, pois 4 horas começava uma nova seção de autógrafos que queríamos muito ir (falarei sobre isso mais embaixo). Ficamos quase uma hora na fila, quando finalmente chegou a nossa hora de falar com o Gregório…

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Sempre achei o Gregorio muito fofo, e para mim, ele é um dos principais cronistas, atores, roteiristas, poeta e etc que o Brasil tem hoje, e foi uma surpresa para mim descobrir que teria a chance de conhece-lo. Escrevemos uma cartinha para ele, na fila mesmo, que terminava com a seguinte frase “Ps.: Os baixinhos vão dominar o mundo.” E então me apainonei ainda mais. Ele agradeceu a nossa cartinha falando que somos fofas, e a cara de pau aqui pediu um abraço para ele, e poxa, realizei um sonho e juro para vocês que estou até agora assim “Cara, eu dei um abraço no Gregório Duvivier. Velho, que abraço bom”.  Também tenho meu livro “Put some Farofa” autografado agora, mas falarei mais sobre todos os livros que comprei na Bienal em um post especial mais para frente.

Autografo G

Foi muito mais do que eu poderia imaginar, e acho que não foi esquecer da experiência de passar o dia sem almoçar por conta de um ídolo. Valeu muito a pena, e se depender de mim, ainda vou ter muito mais dessas experiências.

Depois de fotos tiradas e livros autografados, nós saímos literalmente correndo pela Bienal para chegar até o estande da Editora Autêntica, onde o Ique Carvalho estava autografando o seu livro “Faça Amor, não faça jogo”. Para quem não conhece, o Ique é daqui de BH e é o dono do blog “The Love Code” . Me apaixonei pelos textos dele tem umas duas semanas, quando a Debs me mandou o link. Eu leio os textos dele e penso em como essa criatura deveria ser fofa. E ele realmente é. Adorei conhece-lo e ele foi uma graça. Por ser um autor que está começando agora, ele teve tempo de elaborar um pouco mais no autógrafo, que eu achei a coisa mais fofa:

Ique

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Além de tudo isso ontem também achou um livro que procurava desde setembro. É a novela gráfica Maus, do Art Spiegelman.  Assim que entrar de férias farei a leitura do livro e conto para vocês o que achei, e principalmente, como foi minha primeira experiência ao ler uma novela gráfica.

Nesse post quis detalhar um pouco de como foi o meu dia para dizer a vocês uma coisa: tenha seus ídolos, os conheça e deixe que eles os inspire. E é claro, nunca deixe de sonhar em um dia conhece-los, eles podem ser muito mais do que vocês imaginavam.

Ao final do post quero deixar meu agradecimento formal e de todo o coração para minha amiga Débora Assis, que apoia as minhas loucuras e ainda me ajuda a correr atrás delas. Hahaha < 3

Bienal de Minas Gerais – Dia 1

No dia 14 de Novembro deu inicio a tão aguardada Bienal do Livro de Minas Gerais. Eu tive a oportunidade de ir na Bienal e achei o espaço muito melhor do que esperava. Há muitos livros com preços bons, basta saber procurar.
Apesar de algumas pessoas terem reclamado, penso que o primeiro dia da Bienal ocorreu melhor do que o imaginado. Apesar de alguns estandes ainda estarem um pouco bagunçados, foi possível andar e conhecer os espaços onde acontecerão os eventos.

Às 8 horas, pude participar de um bate papo com o jornalista Zeca Camargo, que foi convidado para ler e falar de Ariano Suassuna, autor de vários livros, dentre eles, “O auto da Compadecida”. Ele não delongou na sua fala, apesar de ter conversado mais ou menos uma hora sobre o autor, literatura e um pouco sobre a profissão de jornalismo. Zeca Camargo escolheu três obras de Suassuna para ler, o próprio “O auto da Compadecida”; “Pedra do Reino” e uma seleta de contos do autor.

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Como estudante de jornalismo, vi esta como uma oportunidade única. Os diálogos e discursões promovidas por Camargo me levou a pensar que estou mesmo no caminho certo, e a querer escrever mais e mais cada dia. Sobre Suassuna, ele se sentiu honrado de estar representando tal papel, “tudo isso faz parte de um universo lindíssimo que fui convidado a contar”, diz o jornalista que não escondeu sua paixão pelo autor, relatando suas experiências com muito bom humor.

Ao falar de literatura em geral, Zeca Camargo se mostrou um apaixonado, e contou que está descobrindo a literatura latino americana, recomendando a todos, alguns títulos e autores, além dos clássicos Gabriel Garcia Marques e Pablo Neruda, e o argentino Hernan Ronsino. (Confira mais abaixo a lista de alguns títulos que o Jornalista indicou).

Me senti realizada ao fazer uma pergunta no qual Camargo elogiou. Sou amante de literatura como todos aqui sabem, mas venho tentando conhecer novos títulos e novas maneiras de escrever. Então resolvi questionar quais livros ele indicaria para quem está começando o jornalismo. Eu simplesmente adorei sua resposta. Conforme o jornalista respondeu à pergunta, penso que só escrevemos bem quando lemos muito. Ele indicou então obras de não ficção em geral, e também os textos do Caco Barcellos.

Alguns títulos indicados por Zeca Camargo:

– O Pintassilgo

– Minha Vida

– Mar de Papoulas / Rio de Fumaça

– A viagem de volta ao redor do meu quarto

-A livraria 24 horas do senhor Penumbra

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– O que é o que

Débora Assis, Zeca Camargo e Eu

Para aqueles que terão oportunidade de visitar a Bienal, indico que prestem atenção nos horários das personalidades que querem conhecer, e também que pesquisem onde está mais barato o livro que tem pretensão de adquirir. E lembre-se, nossa Bienal está apenas na IV edição, está mais completa e cada vez buscam melhorar, mas ela ainda é uma principiante, e por isso, não se deve compara-la com a de São Paulo ou Rio de Janeiro.

Contarei mais sobre essa minha experiência ao longo da semana. Espero que vocês gostem.

As Vantagens de Ser Invisível

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SPOILER SOBRE O ENREDO NA CARTA

Caro Charlie,

Depois de ler todas as suas cartas eu não poderia deixar de lhe responder. Você não me deu o seu endereço por não querer que eu sabia que é, e eu entendo. Exatamente por isso que eu estou respondendo através desse site. A internet nos permite continuar anônimos. Provavelmente você não tinha acesso a ela em 1992, ou como eu pude perceber ao longo de suas cartas, preferia a velha maquina de escrever do que um computador.
Queria agradecer por ter me permitido te conhecer um pouco. Por ter visto que até as pessoas mais diferentes, tem suas historias e elas podem sim ser especiais.
Espero que você esteja bem. Que já tenha começado a escrever seus livros. Eu estou escrevendo os meus. Espero que sua irmã tenha encontrado um cara legal, que cuide bem dela. Espero que seu irmão esteja jogando profissionalmente. Espero que o Patrik tenha conhecido um cara legal, que o faça se sentir especial. Espero que a Sam esteja bem, e que vocês estejam juntos. Adoro a historia de vocês e a forma com que você a ama.
Fique bem Charlie. Me escreva novante quando quiser desabafar. Estarei aqui para ouvir os seus problemas e entende-los, como sempre os entendi.

Com  amor,

Seu amigo.

FIM DO SPOILER ALERT

Quis começar essa resenha com uma carta ao personagem principal desse livro que se tornou um dos meus favoritos, “As Vantagens de Ser Invisível”. Conheci o livro por conta do filme protagonizado pelo Logan Lerman (Percy Jackson e Nóe) e pela Emma Watson (Harry Potter), além de contar com Nina Dobrev (The Vampire Diaries) e Ezra Miller.

O livro, escrito pelo Stephen Chbosky, lançado em 1999 ganhou fama por conta do filme, entretanto tem um enorme valor como obra. Primeiramente, porque ao contrário das narrativas comuns, “The Perks of Being a Wallflower” (título em Ingles do “As vantagens de ser invisível) é escrito em forma de carta.

Charlie, o protagonista, tem problemas de se enturmar e então descobre através da escrita um refúgio. Entre os anos de 1991 e 1992, Charlie escreve várias cartas para um amigo nunca identificado, contando sobre como foi entrar no ensino médio e conhecer Patrick e Sam. Nunca fica claro se ele chega a enviar essas cartas, mas ele nunca revela seu endereço.

Na verdade, não é possível descobrir se Charlie é o nome verdadeiro do personagem ou inclusive, se as situações narradas ao longo do livro de fato aconteceram com o protagonista. Mas apesar dessa dualidade, vale a experiência de leitura. Entretanto, recomendo ler o livro e ver o filme, pois as duas narrativas se complementam. Eu particularmente, só consegui compreender todo o contexto da histórias após ver o filme e ler o livro.

Não quero falar muito sobre a narrativa, fiquem a vontade de conhece-la e destrinchá-la da melhor forma que acharem que deve. “As Vantagens de ser invisível” foi responsável por popularizar duas frases que eu particularmente adoro. “We are infinit” (“Nós somos infinitos) quer recomendo conhecer a história para entender o contexto, e convido-os a se sentirem infinitos também. E da famosa“Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”. Autoexplicativa.