O Livro das Princesas

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Comprei o Livro das Princesas simplesmente porque acreditei que a união de duas das minhas escritoras favoritas (Paula Pimenta e Meg Cabot)não poderia dar errado, certo? Pois eu estava completamente enganada. O livro apresenta quatro contos, como releitura de contos de fadas: Bela e a Fera – Meg Cabot, Cinderela – Paula Pimenta, Bela Adormecida – Lauren Kate, Rapunzel- Patrícia Barboza. 

A Modelo e o Monstro

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O primeiro conto, é o da Meg, chama-se “A modelo e o monstro”, seria uma referencia à Bela e a Fera. Achei legal a ideia da Meg de abordar a modelo com uma menina comum, que levava a vida que todos poderiam sonhar menos ela (o que é bem típico da meg, levando em conta os seus romances, como exemplo: O diário da Princesa e garota americana.) Não me levem a mal, sempre gostei dos livros da Meg, o Diario da Princesa foi o primeiro livro que li, e quem me introduziu a esse mundo tão espetacular da literatura, mas já esta virando receita de bolo. A ideia do monstro ser na verdade um garoto comum com uma doença eu achei muito boa, mas se o objetivo era passar a historia do conto para a vida real, não vi sentido na menina ser tão “pé no chão” e acabar de conhecer o cara e já ir pra cima dele, só porque ele salvou ela de um idiota. Se fosse eu, ia ficar agradecida é claro, mas é totalmente irracional uma personagem que não quer ir para o quarto de um garoto passar três dias no quarto de outro, e na primeira oportunidade se jogar pra cima dele com a fala: “não me importo com as aparências”. ok, a historia original transmite essa ideia, mas eu esperava bem mais da meg. Me decepcionei muito com o conto dela.

Princesa Pop

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O segundo conto é o da Paula Pimenta, que é minha escritora favorita desde que li fazendo meu filme. Adoro a forma com que ela conduz a historia de forma com que todos que leem acreditem ser o mocinho. E nesse conto não foi diferente. Na minha opinião, foi o melhor conto do livro, apesar de ser o maior. Ela criou uma historia da Cinderela, em que a menina não tem a vida sofrida como a Cinderela original, pelo contrario, ela é uma adolescente comum, que em vez de ficar sentada chorando as fatalidades da vida, ela levanta do sofá e vai atras dos seus sonhos. Qualquer adolescente poderia ser essa personagem. Eu pelo menos, fiquei morrendo de vontade de virar DJ , comprar um All Star preto e desenhar símbolos musicais nele depois que li. Parabéns Paula, mais uma vez você provou que merece o reconhecimento do seu trabalho.

Eclipse do Unicórnio

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O terceiro conto, foi escrito pela Lauren Kate em uma tentativa de recriar a historia da Bela Adormecida. Sinto muito, mas quando comecei a ler tive vontade de rasgar o conto e tira-lo do livro. Não gosto da Lauren como escritora. Li Fallen, quero terminar de ler os outros livros da serie simplesmente para saber o que acontece. Não gosto da escrita dela, mas eu realmente não imaginei que pudesse ser tão ruim. Ta, talvez eu possa estar exagerando, e peço desculpas a autora e aos seus fans, mas se o objetivo era colocar a historia no século XXI, para que criar um reino distante de séculos atras? Pior ainda, para que colocar um Unicórnio no meio? Na historia original a princesa espera o dedo em uma agulha, porque não seguir o padrão? Além dos mais, os nomes Percy e Talia não remetem nem um pouco a outra serie de sucesso chamada Percy Jackson, ou será que só eu percebi a semelhança? Eu não esperava muito dela como já disse, mas achei forçado demais, e irreal demais, e sem uma conclusão. Não da para saber o que acontece com os personagens “ah, mas ai é imaginação do leitor”. Vai me desculpar, mas a historia simplesmente ficou sem fim.Não especificou o que estava acontecendo, achei confuso,e não teve fim. Para mim, foi o pior de todos os contos. 

Do Alto da Torre

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O quarto e ultimo conto eu estava receosa a lê-lo, pois não conhecia nenhum texto da Patricia Barboza, e tinha acabado de me decepcionar com o anterior. Entretanto, não me arrependi. Ao contrario dos contos das americanas, esse me surpreendeu positivamente. A releitura da historia da Rapunzel foi dinâmica, ocorreu em um pequeno espaço de tempo, característica de contos, e arrisco a dizer que ficou melhor do que a historia original. Ela sim entendeu o objetivo, e me fez envolver na historia de uma forma que estava quase (mas quase mesmo) pensando em deixar meu cabelo crescer. A Patrícia faz com que a personagem converse com o leitor, e conseguiu fazer com que não ficasse previsível. Como ela mesma se refere no texto, “sem cliches”, apesar de afirmar no final, que um clichezinho de vez em quando faz bem.
Tenho que dar os parabéns às autoras brasileiras. Vocês mandaram muito bem e se destacaram de forma surpreendente no livro. Mais uma prova, de que a cultura americana não é superior a nossa, e devemos sim, acreditar no potencial artístico brasileiro. Porque sim, escrever é uma arte, e nós não estamos ficando para trás.
E apesar  das criticas, recomendo a leitura do livro em um momento de lazer, não tem como não se divertir com as historias e lhe são arrancadas boas gargalhadas. 

Ps.: Resenha originalmente postada no Skoob em 22/07/2013

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Um pensamento sobre “O Livro das Princesas

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