Quem é você, Alasca?

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O livro “Quem é você, Alasca?” foi o primeiro livro publicado do John Green, autor também de “A Culpa é das Estrelas” (resenha aqui), e é sobre, como bem diz o título, quem é a Alasca.

O enredo começa quando Miles Halter vai estudar no colégio interno Culver Creek, em busca do que o personagem chama de “O grande Talvez”, que é basicamente tudo aquilo que ele poderia viver e sonhar. No colégio, ele encontra um grupo de amigos um tanto quanto distintos, vindos das origens mais diversas possíveis, mas é com eles, que ele realmente vê que poderia ser algo mais, principalmente com a intrigante Alasca.

Com personagens cativantes e com manias estranhas, o livro é construído de uma forma que tenha uma leitura dinâmica. É impossível não se identificar com a mania de pesquisar últimas palavras de grandes personalidades da história de Miles, ou o amor aos livros da Alasca, e porque não, o espírito de liderança do Coronel?

Todo livro do John Green, para mim, não é apensar mais um livro, tem sempre algo que não está escrito ali, que me faz refletir muito, e algumas vezes eu acabo gostando mais dessa parte do que da história em si. Nesse livro, não sei se pelo fato de ter sido o primeiro que ele escreveu, tive um pouco de dificuldade de desvendar as entrelinhas, mas ainda assim, absorvi algumas coisas.

Dentre essas coisas, está no fato de que passamos muito tempo correndo e pensando tanto em nós mesmos, que muitas vezes deixamos de perceber detalhes sobre a vida de pessoas pelas quais gostamos muito e estão muito próximas, mas ainda assim,  deixamos passar pequenas coisas que tem um significado muito grade e só percebemos quando é tarde demais. Penso que esse é um livro para refletir sobre suas amizades, e também, refletir sobre nossos próprios sonhos e desejos, evitando o máximo deixa-los para depois, pois não sabemos se haverá um depois.

Acho que já estou prolongando muito e se continuar poderei revelar algum spoiler. Mas para finalizar, como foi anunciado essa semana, esse livro será adaptado para o cinema, e eu não tenho dificuldades, ao lê-lo, de visualizar algumas cenas na telona devido às suas características marcantes e enigmáticas. Espero que consigam escrever um bom roteiro, deixando assim, o filme mais fiel ao livro possível.

“Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resulta das nossas decisões.”, essa foi a frase que mais me marcou no livro, e que acho que resume um pouco a minha ideia, que devemos prestar mais atenção nos pequenos detalhes a nossa volta, porque são eles, que nos levaram ao “Grande Talvez”.

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