A Culpa é da mídia mesmo

O livro “A Culpa é das Estrelas” do John Green, que teve sua adaptação cinematográfica lançada em Junho, foi mais um livro que fez sucesso devido à grande midiatização da leitura, que transformou o livro em mais uma “modinha” entre os adolescentes. Apesar de ter um bom enredo e discussões importantíssimas sobre o que seria a vida e o amor, penso que ele trás muito mais conteúdo do que de fato foi e é discutido pela mídia.

Livros são considerados “modinhas” quando eles são superdivulgados através de marketings pesados de editoras e blogs literários, com elogios e comentários que muitas vezes fogem da realidade apenas para atrair um grande numero de leitores. Esses geralmente do publico infanto-juvenil, que está começando a formar a sua identidade literária, e acaba sendo influenciada por esse “gosto”.

Essas “modinhas” envolvendo livros infanto-juvenis se iniciaram com a saga “Harry Potter” da britânica J. K. Rowling, que sem dúvida foi a principal responsável por iniciar o processo de expansão da leitura. Crescemos lendo e ouvindo contar das histórias do bruxinho, e quem não acompanhava parecia ficar de fora dos assuntos mais comentados pelos amigos. Depois disso, frequentemente surgia uma nova “modinha”, livros que muitos começavam a ler e recomendavam para os amigos. A mídia, percebendo esse movimento, começou a criticar livros voltados para o público infanto-juvenil, e cada vez mais foi influenciando nas histórias que passaram a ser as mais comentadas.

E então começaram a fazer comentários e críticas, principalmente em jornais, revistas, blogs e críticos literários. Muitas vezes, as leituras feitas de certos livros os tratam de forma errônea, e acabam supervalorizando ou desvalorizando um livro ou outro. Como é o caso do “A Culpa é das Estrelas”, que acaba seno abordado de forma injusta, pois é uma obra que tem muito mais a oferecer ao leitor do que apenas uma história de amor sofrida pela presença do câncer.

Não tiro o mérito desse movimento que está mudando o hábito do brasileiro, que nunca teve e cultura de ler. Por causa dessa midiatização de títulos como “A Culpa é das Estrelas”, muitos adolescentes e jovens vêm descobrindo que ler também é divertido, e pode ser sim uma forma de lazer agradável. Penso que as editoras, muito mais do que apenas uma jogada de marketing, estão sendo responsáveis por uma mudança importante no comportamento da sociedade brasileira, apesar de ser um movimento que surgiu nos Estados Unidos como mais uma estratégia de vendas.

Apesar de ter seus lados bons e ruins, as “modinhas” literárias estão presentes em nossas vidas e temos que aprender a conviver com elas, lendo-as para conhecer o porquê se fala de certo livro, nos permitindo conhece-las antes de critica-las. Pois se um livro faz um sucesso maior do que o habitual, a culpa é da mídia.

* texto escrito para a Disciplina Oficina de Leitura e Escrita do curso de Jornalismo da PUC Minas*

Anúncios

Especial Aniversário – Wish List

Boa Noite meus queridos leitores. Hoje farei um post especial por um motivo muito simples: AMANHA É MEU ANIVERSÁRIO!! Sendo assim, resolvi fazer um post especial com uma tag que vi alguns blogs fazendo, a “Wish List” ou “Lista de desejos” em português. Esse são alguns títulos que me interessei a ler esses dias, não sei quando irei le-los ou se irei resenha-los mas resolvi compartilhar com vocês essa lista. E apesar de ser uma Lista de Desejos, alguns dos títulos eu já adquiri, me falta o tempo para lê-los mesmo. Espero que vocês gostem.

De Volta aos Sonhos da Bruna Vieira 

Esse livro é a sequencia do “De volta aos quinze” lançado em Setembro do ano passado. O primeiro livro dessa trilogia eu ganhei de aniversário ( aparentemente a Bruna Vieira adora lançar os livros dela  na época do meu aniversário hahaha), e confesso que quando comecei a ler foi impossível parar. Estou muito curiosa para conhecer mais sobre a história de Anita e me aventurar nesse mundo mágico criado pela Bruna.

O que achei mais interessante desse lançamento da Editora Gutemberg, foi que além do livro, a Bruna, também amante de música, compôs uma música especial para o livro. A musica se chama ” The Girl Who Changed Everythig” e quem canta é o  Gui Ruiz. Confiram o vídeo da música abaixo:

Sábado a noite da Babi Dewet

A trilogia “Sábado a noite”  da Babi Dewet sem dúvida um dos livros que irão passar na frente na minha wish list. Adquiri o primeiro volume da trilogia a umas semanas atras mas estou meio sem tempo de ler. Com certeza segundo e o terceiro estão na minha lista de futuras aquisições.

Para quem não conhece, essa trilogia inicialmente era um fanfic de uma das minhas bandas favoritas, o McFly. Confiram uma musica deles abaixo:

Zumbis e Unicórnios de vários autores

Esse é um livro que reuniu vários contros de autores renomados discutindo que seria melhor: Zumbis ou Unicórnios. Ganhei esse livro ha um tempo e não vejo a hora de lê-lo. Com certeza farei resenha dele para o blog mais tarde.

Persépolis da Marjane Satrapi    

“Persépolis” é uma novela gráfica que foi lancada em 2000. Conheci esse livro por causa de uma matéria da faculdade  onde vimos o filme, e logo fiquei interessada pelo livro. A narrativa é em quadrinhos e conta a história da menina Marjane, uma iraniana que cresceu em um momento de extrema instabilidade no país. Ainda não li o livro e está na minha lista de desejos para adquirir um dia. Indico o filme com muito carinho para vocês. Confiram o trailer do filme abaixo ( infelizmente só achei em francês – idioma do filme- sem legenda):

A probabilidade estatística do amor à primeira vista

IMG_3653.JPG
Livro fino com um nome grande mas que nos faz refletir sobre muitas coisas, entre elas como encontramos o amor, quando amamos realmente, e em como nos relacionamos com nossas famílias. Ao terminar de ler esse livro (que li em um dia, que fique registrado), fiquei com vontade de chorar. Não porque o livro tivesse um final triste, ou porque ele fosse tão emotivo, tudo e simplesmente porque me enxerguei cometendo os mesmos erros e se arrependendo junto com Hadley, a personagem principal.

     “A probabilidade do amor à primeira vista” escrito pela Jennifer E. Smith conta a história de como ao perder o avião que iria de Nova York para Londres leva-la ao casamento de seu pai, a vida de Hadley mudou completamente. Enquanto esperava a próximo voo, Hadley conhece Oliver, um britânico que se mudou para os Estados Unidos para estudar.

     Com um espaço temporal pequeno de apenas 24 horas, a autora conseguiu construir uma história que te prende do inicio ao fim, envolvendo problemas familiares e dois adolescentes se descobrindo, e principalmente, descobrindo o que de fato é o amor. “O amor é a coisa mais estranha e sem lógica do mundo”, penso que é mais ou menos por ai que é o amor. E não estou falando de paixonite, ou de interesses aleatórios ao longo da vida, estou falando de amor, aquele brilho nos olhos que só existe ao lado de um alguém especial, aquela  sensação de que com aquela pessoa podemos ser nós mesmos de um jeito que não temos coragem de ser com mais ninguém.

     Penso que esse livro é muito mais do que um pequeno romance, muito mais do que a clássica garota encontra garoto. Esse livro é um livro para refletir, para pensar em como levamos a vida e em como tratamos as pessoas a nossa volta, àqueles que amamos. Esse livro é para refletir o quanto que somos honestos com nós mesmo. É sobre segundas chances e se permitir sonhar e acreditar. É um livro sobre confiança, medos e como enfrentá-los.

Anna e o Beijo Francês

IMG_2637

           “Anna e o Beijo Francês” é um romance escrito pela Stephanie Perkins que conta a história de como Anna se mudou para Paris contra sua vontade e descobriu um mundo completamente diferente de tudo que ela conhecia. É uma história acima de tudo, sobre se apaixonar, por si mesmo, por uma cidade, por novos amigos e por que não por um outro alguém.

          É uma história sobre se descobrir, ter um sonho e descobrir que o caminho para alcança-lo tem várias vias, e que devemos aproveitar as oportunidades que nos são dadas, mesmo que a principio sejam contra a nossa vontade. É uma história sobre aprender a ser honesto com nossos sentimentos, sobre superação, sobre criar uma identidade própria. É uma leitura rápida e extremamente apaixonante no cenário na cidade do amor, Paris. Uma história linda, extremamente apaixonante, e que te da uma vontade enorme de ir para Paris mesmo sem saber falar uma palavra em francês.

        A autora conseguiu trabalhar um conceito que eu mesma venho lutando para encontrar o que ele significa, o conceito de casa. A personagem muda de cidade e encontra pessoas e lugares que a deixa feliz, se questionando onde ela chamaria de casa quando sua “viagem” terminasse, ou quando fosse para a faculdade. Busco esse conceito de onde seria casa já há algum tempo, e recentemente cheguei à uma conclusão parecida com a da autora: casa é (são) aquela(s) pessoas que te fazem bem, que te fazem feliz, que te faz sentir segura. O conceito de casa para mim, é uma coisa muito mais ampla do que apenas um lugar físico, uma residencia onde você guarda as suas coisas. Você pode morar em um lugar mas aquele lugar não ser sua casa. E então vem a reflexão final que a Anna alcança: Casa é aquela pessoa na qual você encontra e sente coisas que não se sabe explicar.

[SPOILER ALERT]

         É claro que ao longo de nossas vidas esse conceito muda muito. Primeiro nossa casa é com nossos pais, são eles quem nos tramite segurança, calma e todo aquele sentimento que deveríamos sentir em casa. Mas com o tempo a gente cresce, e acabamos tentando buscar um outro alguém para chamar de casa, e isso pode ir se modificando. As vezes estaremos em casa com um grupo de amigos, as vezes nossa casa será nós mesmos, introspectivos a ponto de não queremos encontrar com ninguém, mas as vezes, se a gente der sorte, encontramos nossa casa em um outro alguém, um alguém especial e único, que nem sabemos explicar direito o que sentimos, até que achamos essa descrição. E é assim que Anna sente a respeito de St. Clair.

      E acho que eu não deveria falar nada sobre o St.Clair mas não vou conseguir. St. Clair é o britânico/americano/francês que toda leitora já sonhou. Eu não consigo nem se quer descreve-lo. Leiam o livro que tenho certeza que vocês irão se apaixonar por ele. Esse personagem meio misterioso, meio perfeito mas no final de tudo, um cara comum e completamente apaixonado pela mocinha. < 3

[FIM DO SPOILER]

          Recomendo a leitura desse livro para todos que querem sonhar em conhecer uma outra cultura, um outro país e para todos também que desejam se apaixonar.

         Esse livro é o primeiro de uma serie de livros da autora Stephanie Perkins, que apesar de não ter continuação existem personagens que coexistem em um mesmo universo. Mais ou menos a mesma coisa que a Paula Pimenta faz com a Priscila e a Fani nas series “Fazendo meu Filme” e “Minha vida fora de série”. Ainda não li os outros livros da autora, mas com certeza eles já estão na minha lista de futuros livros para ler.

Nada Dramática

IMG_2616

“Nada Dramática” é o livro da Dayse Dantas que conta a história de Camilla Pinheiro, uma menina que cursa o terceiro ano do Ensino Médio e tem como meta tentar sobreviver ao Ensino Médio sem passar por nenhum drama. Mas é claro, que como todo bom livro, vão surgir os dramas na vida dela, nem que sejam ocasionados por um amigo metido a galã que acha que todos vivem em função dele. Ou do irmão bem mais velho, que enfrenta  problemas com a família. E quem é que passa no terceiro ano sem passar pelo drama dos vestibulares e da escolha da futura carreira?

Em meio a sonhos, bons amigos, aulas boas e chatas, Camilla consegue sobreviver ao final do Terceirão, e é claro, não consegue evitar de se apaixonar.Dona de um blog e com uma criatividade enorme, sempre que possível  busca escrever as histórias da Agente C, uma agente especial que enfrenta arqui-inimigos e viagens no tempo.

“Nada Dramática” não é um dos meus livros favoritos, apesar de ter gostado muito de enrendo e da ideia da autora. O achei muito bem escrito, apesar de achar que algumas partes a leitura fica um pouco lenta. Os personagens são cativantes e tenho certeza que é possível reconhecer alguns de seus amigos entre eles.

Indico esse livro para quem já passou pelo terceiro ano ou para quem está passando por essa reta final antes do vestibular. Indico também para quem tem sonhos maiores do que o simples fato de passar em um vestibular e entende que essa é apenas mais uma etapa de muitas que ainda estão por vir.

Especial

Trilha Sonora do Filme Cidade dos Ossos.

Esse será um post especial, saindo um pouco das resenhas mas nunca do tema literário. 

Cidade dos Ossos é o primiero livro da saga “Os Instrumentos Mortais”, que teve seu enredo adaptado para o cinema em 2013 e estrelado por Lily Collins ( “Sem Saída” , “Espelho espelho meu” entre outros) e Jamie Campbell Bower ( “Saga Crepúsculo”). 

Ainda não tive a oportunidade de resenhar sobre os livros, mas pretendo fazer isso assim que conseguir ler o ultimo livro, o “Cidade de Fogo Celestial”. A Saga é escrita por Cassandra Clare que estará presente na Bienal de São Paulo desse ano nos dias 23 e 24 de Agosto. 

A trilha sonora do filme é uma das minhas favoritas, e tem a presença de artistas como Demi Lovato e He is We. Separei as minhas músicas favoritas que você confere abaixo. Tentei escolher os videos que tivesse algumas imagens do filme, então cuidado com Spoilers. 

Almost Is Never EnoughAriana Grande ft. Nathan Sykes

Heart by HeartDemi Lovato

When The Darkness ComesColbie Caillat

MagneticJessie J.

BearPacific Air

All About UsHe is We ft. Owl City (minha favorita hehehe)

Avalon High

IMG_0210

Essa semana voltarei às origens e falarei do primeiro livro que li na minha vida, e por causa dele o hábito de ler se tornou uma paixão, e não sei se por esse motivo, mas com certeza é um dos meus livros preferidos e já o reli, tanto em português como em inglês umas quatro vezes cada. O livro é o “Avalon High” da autora Meg Cabot, autora de vários best sellers como as series “O diário da Princesa” e “A Mediadora”.

“Avalon High” é uma releitura da história do Rei Arthur no século XXI, envolvendo os personagens principais da história clássica modernizados e caracterizados como adolescentes no ensino médio.  Tudo começa quando os pais de Ellie, professores universitários , tiram um ano sabático e se mudam com a família para Annápolis, capital do Estado de Maryland, onde também fica a sede da Academia Naval dos Estados Unidos. Por ter pais especializados na Idade Média, Ellie recebeu o nome  de Elaine por causa da Lady Elaine, também conhecida por Senhora de Shalott, que na história original do Rei Arthur, se mata após perder o Sir Lancelot para a Rainha Guinevere.

Ellie a principio não gosta da ideia de passar um ano em uma cidade diferente, porém, ao sair para correr em um parque perto de casa com seu pai, ela se esbarra em Will, um garoto de cabelos negros que chamou sua atenção e com quem mais tarde ela faz amizade no colégio. Com um rítimo de escrita bem acelerado, o livro prende o leitor do inicio ao fim, e aos poucos vai sendo revelados coincidências das história de Will e Ellie e do famoso Rei Arthur.

IMG_0207

IMG_0208

 A Disney comprou os direitos autorais do livro e fizeram um filme lançado em 2010, bem pobre e nada similar à história do livro, tendo Britt Robertson (“The Secret Circle” e “The Frist Time”) e  Gregg Sulkin (“Os feiticeiros de Waverly Place”) no elenco. Indico assistir por ser um filme Disney, apenas isso. Segue o trailer:

 “Avalon High” ganhou um sequencia através de uma series de mangás, mas infelizmente, apenas o primeiro chegou no Brasil.

Paris versus New York

IMG_0187

 “Paris versus New York” é um projeto do designer e artista gráfico Vahram Muratyan, que compara a “Cidade Luz” e a “Big Apple” através de desenhos nos aspectos mais diversos possíveis, explorando as diferenças, similaridades e contradições.  O livro foi inicialmente lançado em Janeiro de 2012 nos Estados Unidos, seguido pouco tempo depois, por uma versão limitada expandida do original. Também foram feitas versões para o Brasil, a Alemanha, a França e Japão, além de ser possível visualizar algumas páginas do livro no site oficial do artista. (link aqui)

A ideia foi retratar através de desenhos diferenças tanto sutis quanto drásticas observadas por um admirador de ambas as cidades, mostrando uma visão diferenciada dos comportamentos e hábitos locais, além das diferenças geográficas, culturais, climáticas, cinematográficas, entre outras.

Indico esse livro para amantes das duas cidades, e quem conhece ou quer conhecer uma ou ambas Paris e Nova York.

Abaixo alguns exemplos das comparações presente no livro.

IMG_0198

IMG_0194

IMG_0190

IMG_0183

Um caso perdido (Hopeless)

20140705-121730-44250441.jpg
“É preciso amar, as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há” – Renato Russo
Resolvi começar essa resenha com um pedaço dessa musica que tanto amo, pois penso que esse livro é exatamente sobre isso, amar como se não houvesse amanhã.
“Um Caso Perdido” , em inglês “Hopeless”, escrito pela Colleen Hoover é um romance que se enquadra no novo estilo de literatura que vem surgindo no século XXI, o Young Literature. Esses livros são voltados para o público jovem, que apesar de ainda gostarem das histórias da literatura infanto-juvenil, vem buscando algo com uma escrita mais adulta, apesar de ainda não se identificarem com as histórias do mundo adulto.
Se eu fosse fazer uma chamada em alguma revista para esse livro, eu diria que é sexy, com muito romance e um caso de mistério. Esse livro possui uma carga emocional tão grande, que muitas vezes é preciso parar de ler para conseguir respirar.
Eu dividiria a história em duas partes: a primeira apresentando a descoberta de um amor esquecido, mas que ao ser lembrado causa emoções muito fortes, uma história que demostra o quanto que o destino as vezes brinca com a gente, mas a pesar das voltas que a vida nos faz, se algo é para ser mais cedo ou mais tarde vai acontecer.
A segunda parte seria como que a confiança nesse sentimento tão forte, pode fazer com que superemos coisas muito antes inimagináveis. Aprendendo a se conhecer através de outro, criando coragem para superar obstáculos pois “as coisas que nos derrubam na vida são testes, esses testes nós fazem escolher entre desistir, ficar causa no chão ou sacudir a poeira e se levantar com ainda mais firmeza que antes.”
O enredo do livro gira em torno de Sky e Holder, dois adolescentes de 17 e 18 anos respectivamente que precisam enfrentar o passado para compreender o presente e seguir em frente. O livro apresenta uma mistura de sentimentos tão intensa que se assemelha a se apaixonar, se gostar e amar ao mesmo tempo, ou como diz o Holder, se “gamar” ou melhor, q viver. (gostar (like) + amar (love) = gamar (live).
Como esse trocadilho, o livro apresenta muitos outros, o que em minha opinião, há uma certa genialidade da autora, uma capacidade de trabalhar com as palavras de uma forma tão poética que é impossível não tem um encaixe completo. Infelizmente, algumas partes desses trocadilhos se perderam ao traduzir para o Português, então, recomendo que ao longo da leitura traduzam algumas partes para o inglês, garanto que não vai se decepcionar.

Quem é você, Alasca?

20140627-140312-50592491.jpg
O livro “Quem é você, Alasca?” foi o primeiro livro publicado do John Green, autor também de “A Culpa é das Estrelas” (resenha aqui), e é sobre, como bem diz o título, quem é a Alasca.

O enredo começa quando Miles Halter vai estudar no colégio interno Culver Creek, em busca do que o personagem chama de “O grande Talvez”, que é basicamente tudo aquilo que ele poderia viver e sonhar. No colégio, ele encontra um grupo de amigos um tanto quanto distintos, vindos das origens mais diversas possíveis, mas é com eles, que ele realmente vê que poderia ser algo mais, principalmente com a intrigante Alasca.

Com personagens cativantes e com manias estranhas, o livro é construído de uma forma que tenha uma leitura dinâmica. É impossível não se identificar com a mania de pesquisar últimas palavras de grandes personalidades da história de Miles, ou o amor aos livros da Alasca, e porque não, o espírito de liderança do Coronel?

Todo livro do John Green, para mim, não é apensar mais um livro, tem sempre algo que não está escrito ali, que me faz refletir muito, e algumas vezes eu acabo gostando mais dessa parte do que da história em si. Nesse livro, não sei se pelo fato de ter sido o primeiro que ele escreveu, tive um pouco de dificuldade de desvendar as entrelinhas, mas ainda assim, absorvi algumas coisas.

Dentre essas coisas, está no fato de que passamos muito tempo correndo e pensando tanto em nós mesmos, que muitas vezes deixamos de perceber detalhes sobre a vida de pessoas pelas quais gostamos muito e estão muito próximas, mas ainda assim,  deixamos passar pequenas coisas que tem um significado muito grade e só percebemos quando é tarde demais. Penso que esse é um livro para refletir sobre suas amizades, e também, refletir sobre nossos próprios sonhos e desejos, evitando o máximo deixa-los para depois, pois não sabemos se haverá um depois.

Acho que já estou prolongando muito e se continuar poderei revelar algum spoiler. Mas para finalizar, como foi anunciado essa semana, esse livro será adaptado para o cinema, e eu não tenho dificuldades, ao lê-lo, de visualizar algumas cenas na telona devido às suas características marcantes e enigmáticas. Espero que consigam escrever um bom roteiro, deixando assim, o filme mais fiel ao livro possível.

“Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resulta das nossas decisões.”, essa foi a frase que mais me marcou no livro, e que acho que resume um pouco a minha ideia, que devemos prestar mais atenção nos pequenos detalhes a nossa volta, porque são eles, que nos levaram ao “Grande Talvez”.